
Por Maria Carolina Maia
Apresentador de reality show não disputa prêmios milionários, mas concorre a críticas. Foi assim com o global Pedro Bial, nas primeiras edições do Big Brother Brasil, e está sendo assim com o também jornalista Britto Jr., da TV Record, que desde 1º de junho comanda A Fazenda - atração que confina celebridades em um sítio em Itu, interior de São Paulo. Curiosamente, uma das críticas que o apresentador da Record vem recebendo é não parecer com o da Rede Globo. "Não é justo você comparar o Britto com o Bial: ele tem nove anos de Big Brother e eu, apenas alguns dias", rebate o "gerente" de A Fazenda, já falando sobre si mesmo na terceira pessoa. A artilharia veio da própria Globo, por intermédio de José Bonifácio de Oliveira, o Boninho, diretor de núcleo, que disse em seu twitter que o ritmo do reality da Record é lento, um programa para fazer vaquinhas dormirem.
A resposta do público ainda está aquém das expectativas e do investimento da Record (30 milhões de reais) em A Fazenda. Mas a liderança por 27 minutos na Grande São Paulo, no último domingo, com picos de 23 pontos no Ibope, começa a animar a emissora a realizar uma segunda edição, ainda neste ano. Para Britto Jr., A Fazenda já merece nota oito. Confira a entrevista do apresentador a seguir.
As comparações com Pedro Bial o incomodam?
A comparação com o Pedro Bial é descabida, no sentido de que ele já faz há nove anos o Big Brother, e que, quando ele fez o primeiro, o segundo, o terceiro e, se eu não me engano, até o quarto, todo mundo falava mal dele. Só que, com o tempo, o Bial foi provando que estava certo, que o estilo estava correto, que a maneira como conduzia era correta. E ele, particularmente, também fez auto-análise, usou de autocrítica e foi ajustando o tom. É a mesma coisa que está acontecendo comigo.
Não dá para não falar da recente polêmica entre você e José Bonifácio de Oliveira, o Boninho, da Globo: ele criticou a estreia de A Fazenda via Twitter, dizendo que o ritmo do programa era muito lento. Você retrucou, dizendo que ele fora antiético.
(Risos) É claro que foi antiético. Essa é uma atitude antiética, porque ele tem de se preocupar com o time dele. Eu morri de rir com a réplica dele a essa minha crítica: segundo li na internet - eu nunca conversei pessoalmente com ele -, ele respondeu que não é jornalista e não precisa de ética. Se isso for verdade, nós temos aí uma confissão do Boninho que explica a maneira como ele trata os artistas que comanda. Se você somar todas as situações que já foram divulgadas envolvendo o nome dele, situações que deixaram constrangidas pessoas que trabalham com ele, aí talvez você tenha a explicação de por que ele age dessa forma.
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